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  Fonoaudiologia do Alzira Velano Clinica de Fonoaudiologia do Hospital Universitário Alzira Velano
Soloni Viana 16/05/2018 - 14:33:29
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Ouvir é uma benção. Escutar os sons nos ajuda a entender o mundo e suas maravilhas e ver as infinitas possibilidades que a vida oferece. É com esse pensamento que a equipe da Clinica de Fonoaudiologia do Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas,MG, habilitado como Serviço de Alta Complexidade em Saúde Auditiva desde 2005, realiza o atendimento de crianças, adultos e idosos nas diferentes áreas: diagnóstico audiológico, seleção e adaptação de AASI, acompanhamento e terapia fonoaudiológica e também triagem auditiva.

O serviço que já era completo foi ampliado com a habilitação como CER III, passando a atender também pessoas com deficiência física e visual. Na saúde auditiva, o CER atende crianças, adultos e idosos,em consultas, diagnóstico, concessão de aparelho de amplificação sonora individual, acompanhamento e terapia fonoaudiológica, com uma equipe multidisciplinar formada por 2 médicos otorrinolaringologista, 1 médico pediatra, 8 fonoaudiólogos, 1psicólogo e 1 assistente social.
A Fonoaudiologia do Alzira Velano é referência para 72 municípios da região ,uma população estimada em mil e duzentos habitantes.

O encaminhamento de pacientes para avaliação audiológica,é feito pela Junta Reguladora de Saúde Auditiva (JRSA), da Secretaria Municipal de Saúde de Alfenas,onde um fonoaudiólogo faz a triagem dos dados do paciente cadastrados no programa FORMSUS – MG.
O CER III do Alzira Velano tem hoje 21mil pacientes usuários de aparelho de amplificação sonora individual e/ou implante coclear cadastrados,sendo 250 crianças com diagnóstico de perda auditiva,das quais 60 já realizaram cirurgia de implante coclear, 40 estão em reabilitação auditiva,e as outras estão em alta assistida e ou com acompanhamento no município de referencia.

Cuidados especiais desde o nascimento


O Programa de Triagem Auditiva Neonatal do Hospital Alzira Velano,credenciado em 2017, atende todas as crianças nascidas na maternidade do hospital , as internadas na UTI pediátrica e UTI neonatal antes da alta hospitalar, e também as nascem nos 26 municípios, que fazem parte da Superintendência Regional de Saúde de Alfenas (GRS).
“A audição é uma condição imprescindível para o bom desenvolvimento de linguagem oral, emocional e social da criança. É pela experiência auditiva que o feto entra em contato com o mundo a partir da 20a semana de vida intrauterina”, afirma a fonoaudióloga Sanyelle Pinheiro, coordenadora do CER III. Ela explica que o Programa de Triagem Auditiva é o primeiro passo na busca de uma possível detecção de perda auditiva e que a avaliação favorece a identificação de problemas de audição no recém-nascido e seu encaminhamento precoce para a realização do diagnóstico audiológico, intervenções adequadas e a pronta inserção das crianças em programas específicos de (re) habilitação auditiva.
Para Sanyelle Pinheiro, a deficiência auditiva é um problema de saúde pública e a triagem auditiva é a primeira etapa de um programa para o diagnóstico precoce de perda auditiva em recém-nascidos. As intervenções neste período diminuem o tempo de privação sensorial e minimizam as consequências na aquisição e no desenvolvimento da fala e da linguagem, sendo que tais problemas influenciam o desenvolvimento dos processos cognitivo, escolar e nas relações sociais do ser humano.

Adaptação auditiva

A adaptação de aparelhos auditivos é um processo realizado após concluído o diagnóstico de perda auditiva. Em se tratando de crianças, quanto mais precoce, menores serão os prejuízos no desenvolvimento e manutenção das habilidades auditivas, cognitivas, sociais e de comunicação.
Adaptar aparelhos auditivos em crianças não é tarefa simples e implica constantes desafios para o fonoaudiólogo. Seleção, indicação e adaptação são etapas importantes, que implicarão em consequências positivas ou negativas, para o resto da vida. A criança pode precisar de um tempo maior para se acostumar com aparelho auditivo na orelha. Para facilitar a aceitação, inicia-se com a colocação dos moldes. Num segundo momento, coloca-se o aparelho desligado. O ambiente deve ser tranquilo, a criança deverá estar no colo de um dos pais, com a mãos ocupadas,com algum brinquedo para se distrair.Só quando a criança aceitar o aparelho é que ele será ligado na amplificação, confortável e ideal para a criança.
A equipe do CERIII do Alzira Velano dá as crianças atenção especial, cuidado humanizado e carinhoso.
A adaptação auditiva da criança é realizada pelos fonoaudiólogos audiologistas e terapeutas, que serão responsáveis por todo processo terapêutico da criança. Após os ajustes iniciais é realizado o ganho funcional com a avaliação comportamental além dos testes diagnósticos e aplicação dos protocolos no setor de reabilitação. Somente é feita a concessão dos aparelhos auditivos após o conjunto de informações, no ambiente clínico e domiciliar - trazidos pelos pais, através das anotações no caderno de atividades. Os pais são membros participativos e importantes em todo processo.
O sucesso da amplificação ideal é o trabalho em conjunto dos profissionais, pais e escola.


Reabilitação auditiva


O tratamento oferecido no CER III auditivo tem como objetivo a habilitação, a reabilitação auditiva e o desenvolvimento da comunicação.

A inclusão dos dispositivos eletrônicos – aparelhos- no processo de habilitação e reabilitação da deficiência auditiva, devolve ao paciente a sensação auditiva, contribuindo para o desenvolvimento da sua capacidade de comunicação, da linguagem oral, e de sua inserção social.
O objetivo da habilitação e reabilitação auditiva é desenvolver,ou devolver, a capacidade de percepção auditiva à criança com auxílio de dispositivos que possam amplificar os sons ambientais e de fala; no caso, o aparelho de amplificação sonora (AASI) e o implante coclear (IC).
Após a inclusão do dispositivo eletrônico, define-se o processo terapêutico, incluindo a avaliação contínua da percepção auditiva da fala, a orientação e o aconselhamento familiar, a orientação aos professores e as escolas.
A habilitação e reabilitação, contemplam estratégias terapêuticas, desenvolvimento das habilidades auditivas, avaliação contínua, por meio de protocolos padronizados, de acordo com a faixa etária, com o intuito de favorecer o acompanhamento do desempenha e capacidade auditiva da criança, a curto, médio e longo prazo.

A abordagem aurioral utiliza vários instrumentos para identificar o estágio de desenvolvimento da criança (linguagem receptiva, expressiva, cognição, etc) e realiza inúmeras ações terapêuticas, com diversos materiais e atividades,sempre avaliando,acompanhando e revisando o planejamento terapêutico.Caso necessário são revistas as metas e as ações terapêuticas. Mas nada é decidido só pelo terapeuta. O trabalho é sempre em equipe. O olhar é sempre conjunto e as ações coletivas. Só assim pais,terapeutas e professores conseguiram manter as crianças motivadas, dispostas,envolvidas na realização das atividades,na busca do aprendizado, acreditando na certeza de um belo e sonoro resultado.


É com muita motivação que a equipe do CERIII do Alzira Velano busca vencer os desafios que se apresentam:Aumentar a adesão ao Programa de Triagem Auditiva Neonatal e ao acompanhamento nos casos que fazem parte do grupo de risco para perda de audição; e principalmente sensibilizar os municípios referenciados ao CER III sobre a importância de ter o profissional fonoaudiólogo como parte integrante na equipe de saúde em seu município para que este seja a contra referencia aos pacientes do CER auditivo. Estes desafios são também do grupo, das famílias, dos profissionais das redes de comunicação e de toda a sociedade.Cada criança que começa a perceber ou volta a ouvir um som, é uma criança feliz, com muitas oportunidade e será um cidadão autônomo,independente.

A nossa frente, um oceano

O desenvolvimento da percepção de fala e aquisição de linguagem, bem como o sucesso da habilitação e reabilitação nas crianças com deficiência auditiva, depende de alguns fatores determinantes:a idade da criança, o tempo de privação auditiva, o modo de comunicação ou o tipo de reabilitação, a etiologia e a época da instalação da perda auditiva, a motivação dos pais, a capacidade intelectual e individual do deficiente auditivo, o trabalho do fonoaudiólogo e o envolvimento da família no processo de habilitação e reabilitação auditiva.
Para a equipe do CERIII do Alzira Velano, adepta da filosofia de Warren Estabrooks, a terapia é um oceano de oportunidades e é necessário aproveitar todos os instantes,para navegar neste oceano, humanizando o atendimento,criando laços de afeto com todos envolvidos.A equipe precisa ter a mesmo destino, seguir a mesma rota. Os pais são fundamentais para a viagem que tem como navegador o terapeuta, e as crianças como delicados passageiros. Todos seguem juntos em busca da outra margem, onde a música suave do futuro os aguarda.

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