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  Outono pede cuidados com a saúde A cada dia o tempo muda. Os dias vão ficando mais amenos e curtos e as noites mais frias e longas.
Soloni Viana 09/06/2021 - 8:27:31
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A cada dia o tempo muda. Os dias vão ficando mais amenos e curtos e as noites mais frias e longas. O outono que começou dia 20 de marco e vai até 20 de junho, tem características específicas que influenciam no nosso comportamento e no nosso organismo, pedindo mais atenção e cuidados com a saúde. As mudanças que acontecem na natureza, folhas que secam e caem, muitos ventos e poucas chuvas, com baixa umidade do ar, deixando o ar seco e aumentando a poeira, interferem também na nas pessoas. Tudo isso, altera nosso temperamento e nossa qualidade de vida. Agora é tempo de mudar o comportamento, a alimentação, as roupas e os hábitos.
A médica pneumologista do Hospital Universitário Alzira Velano e professora do curso de medicina da Unifenas, Katia Rejane Rodrigues Leal, recomenda cuidados e explica como a mudança de estação interfere em nossa saúde. “ As oscilações de temperatura, somadas ao tempo seco e a baixa umidade relativa do ar, além de uma maior sazonalidade dos vírus durante os meses mais frios do ano, são fatores que contribuem para o aumento das alergias e infecções respiratórias. As doenças que mais acometem os adultos nessa época são rinite, asma brônquica, exacerbações de DPOC (bronquite crônica, enfisema pulmonar), sinusites e pneumonias virais ou bacterianas.
Dra Kátia recomenda ações simples que podem nos proteger: para se manter protegido de vírus e de bactérias que afetam a respiração, atitudes simples podem evitar a proliferação dessas doenças, como lavar as mãos com frequência, usar água e sabão ou álcool em gel, usar máscaras, manter uma distância segura das pessoas em locais coletivos, manter os ambientes arejados, beber bastante líquido. Segundo ela estas são algumas das ações que podem fazer a diferença. Além disso, complementa, é importante e essencial manter se agasalhado diante das oscilações de temperatura - características dessa época.

Dra Kátia mostra que há um aumento habitual de 30 a 40% no atendimento de pacientes respiratórios nos meses de inverno e outono, nos hospitais e postos de saúde e que, principalmente agora, este ano, no contexto atual da pandemia da Covid-19, é importante se atentar aos sintomas gripais e principalmente quando associados aos respiratórios como tosse, cansaço ou dificuldade para respirar, já que tais sintomas podem ser devido tanto ao vírus Sars CoV 2,o coronavirus, quanto a outros vírus que tem a sua sazonalidade aumentada nos meses de outono inverno, como o vírus da gripe e do resfriado comum. Portanto, salienta, é importante buscar por uma assistência médica adequada.

Os cuidados que devemos ter no contexto da pandemia, nos meses mais frios, devem ser os mesmos que estamos adotando desde o início da pandemia, como higiene das mãos, uso de máscaras e isolamento social quando possível, buscando sempre o nosso bem-estar comum e agindo com responsabilidade e empatia.

A médica Kátia Rodrigues faz questão de reafirmar a importância de manter o calendário vacinal em dia. Diante de todo o contexto da pandemia, as vacinas se tornaram um tema de destaque reforçando junto à população a sua necessidade e o seu potencial, esclarece, recomendando: Quando chegar a sua vez, vacine-se, seguindo o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Nessa época, é importante se atentar com o calendário de vacinação contra a gripe (influenza).

Doenças respiratórias pedem cuidados especiais

No outono e no inverno, pessoas portadoras de doenças respiratórias, asma e bronquites e DPOC- doença pulmonar obstrutiva crônica, devem tomar cuidados especiais. É nesta época que aumentam as crises, diz Dra Katia alertando que as doenças respiratórias crônicas estão entre as principais causas de doença e de morte em todo o mundo. A asma brônquica e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), comprometem a vida de elevada proporção da população, causando sofrimento e altos custos financeiros e sociais, e representam dois sérios problemas de Saúde Pública na maior parte do mundo.

Segundo dados oficiais no Brasil, 10% da população sofre de asma brônquica, sendo 17% da população acima de 40 anos e é quarta causa de morte no Brasil, dentre todas as outras causas. Sete pessoas morrem diariamente no país de doenças respiratórias.

Apesar de haver recursos para o controle adequado da asma e da DPOC, a prática mostra que essa doença ainda impõe limitações ao cotidiano do doente. Ela interfere no lazer, no trabalho, motiva atendimentos repetidos em serviços de emergência, internações e tem alta morbimortalidade. O impacto econômico do binômio asma DPOC, sobre o indivíduo, sobre sua família e sobre a sociedade é enorme e vem aumentando em relação direta com o envelhecimento da população.
Ao custo financeiro vinculado ao diagnóstico, ao tratamento e aos cuidados de seguimento dos portadores dessas doenças, somam-se as perdas decorrentes da invalidez, da falta à aula e ao trabalho, da mortalidade prematura e do pagamento de benefícios.

Diante do contexto da pandemia da COVID-19, há vários questionamentos, mediante as características de transmissão pré sintomática, sintomática ou assintomática. Sendo, portanto, imperiosa a disponibilização de medidas de prevenção deste evento infeccioso.

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